O Verdadeiro TCO e ROI do Veeam Data Cloud Vault

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No design de infraestrutura de Proteção de Dados, é um erro comum focar apenas no mito do “custo por GB”. Olhar para o tier mais frio (Cold/Archive) de um Hyperscaler e ver um valor baixo por TB é apenas a ponta do iceberg. Quando arquitetamos repositórios de Object Storage no modelo DIY (Do It Yourself), o verdadeiro ofensor do TCO não é o data at rest, mas sim os custos variáveis de transação e egress.

Além da questão financeira direta, existe a redução de complexidade operacional (OpEx). Configurar Storage Accounts, definir Policies corretas e blindar a rede (VNETs/Private Endpoints) são tarefas que, embora estáticas após a configuração, exigem validação rigorosa de segurança inicial. O Veeam Data Cloud Vault entrega o bucket como um serviço (STaaS), eliminando a necessidade de desenhar essa arquitetura de base no provedor de nuvem (Azure ou AWS), permitindo que o foco permaneça na política de proteção de dados e retenção.

Tecnicamente, o Vault garante previsibilidade e desempenho de I/O ao abstrair a infraestrutura do provider, entregando uma camada lógica otimizada pela Veeam. Isso permite um fluxo de gravação e leitura (I/O) desenhado especificamente para cargas de trabalho de proteção de dados. O diferencial crítico é o modelo comercial de Flat pricing. Ao remover as variáveis de Egress fees e API requests da equação, o Vault transforma o Cloud Storage em um recurso previsível. Isso altera a tomada de decisão da equipe de TI: em um cenário de Disaster Recovery, a preocupação deve ser o RTO (Recovery Time Objective), e não o impacto orçamentário ao realizar a repatriação massiva de dados para o ambiente on-prem.

O “Imposto” Oculto das Transações de API

Muitos arquitetos esquecem que a nuvem pública opera sob um modelo de micro tarifação onde cada interação conta. Um dos vilões mais silenciosos do TCO em projetos de backup DIY é o custo volumétrico de chamadas de API. Diferente de um sistema de arquivos tradicional, o armazenamento de objetos cobra por requisições (PUT, GET, LIST, COPY).

Quando analisamos o comportamento de um job de backup moderno, especialmente aqueles que utilizam a tecnologia de Scale-out Backup Repository para mover dados para a nuvem, não estamos falando de um único arquivo grande sendo enviado. Estamos falando de milhares, às vezes milhões de pequenos blocos e metadados sendo quebrados, deduplicados e organizados. Cada bloco enviado gera uma cobrança de transação. Cada verificação de consistência (Health Check) que a Veeam executa para garantir a integridade do backup gera milhões de chamadas de leitura (GET) e listagem (LIST).

No modelo tradicional de cobrança dos Hyperscalers, essas operações são tarifadas por milhar ou dezena de milhar. Pode parecer pouco isoladamente, mas em um ambiente de produção com retenção longa e proteção contínua, essas taxas acumulam e frequentemente surpreendem a equipe financeira, representando uma fatia significativa da fatura mensal que não estava prevista no custo por GB inicial. O Veeam Data Cloud Vault elimina essa variável ao absorver essas transações no custo fixo, permitindo que o software de backup opere com performance máxima, realizando todas as verificações de integridade necessárias sem que a equipe de TI precise “economizar” em segurança para não estourar o orçamento de APIs.

A Armadilha dos Tiers de Armazenamento

Muitas empresas tentam resolver uma equação difícil: obter performance de acesso imediato pagando o preço de armazenamento frio. No entanto, ao tentar reduzir o custo aparente enviando dados de proteção diretamente para Archive Tiers (Glacier/Archive Blob), o trade-off operacional cobra seu preço no Time-to-First-Byte.

Em Archive Tiers, os dados estão “offline” e precisam passar por um processo de reidratação (rehydration) que, na prática, pode levar de muitas horas a dias dependendo do volume. Em um cenário de crise, onde o RTO é vital, esse delay é inaceitável.

Aqui entra a engenharia do Veeam Data Cloud Vault: ele é construído sobre o tier Cool (Azure Blob Cool), que é um tier online de milissegundos de latência. A grande sacada não é apenas técnica, é contratual, pois a Veeam remove as taxas de leitura e egress típicas do tier Cool. O resultado é que você tem disponibilidade imediata (Hot experience), sem a necessidade de esperar pela reidratação, pagando um preço previsível próximo ao de armazenamento frio, sem o medo da fatura de retrieval.

Outro custo oculto frequentemente ignorado nos Cool/Archive Tiers tradicionais (DIY) é a “multa” da retenção mínima. Em arquiteturas modernas como o Scale-out Backup Repository (SOBR), a rotação de dados é dinâmica. Se uma política excluir ou mover um backup antes do prazo mínimo do provedor (ex: 30, 90 ou 180 dias), você paga os dias restantes como uma “taxa de exclusão antecipada”. O Vault abstrai essa complexidade. No modelo as-a-Service, a equipe de TI fica isenta de calcular essas penalidades de microgerenciamento. O foco volta a ser a política de proteção necessária para o negócio, e não a engenharia financeira para evitar multas do provedor.

A Matemática da Recuperação (Cenário Prático)

Para tangibilizar o impacto financeiro da arquitetura, vamos propor um cenário de recuperação de desastres. Imagine uma empresa que possui 50 TB de dados críticos armazenados em nuvem e sofre um incidente de Ransomware que criptografa o ambiente local, exigindo a repatriação imediata desses dados.

Em um contrato padrão de nuvem pública (modelo DIY), além do custo de armazenamento já pago, o cliente enfrenta a barreira das taxas de saída (Egress). Considerando uma média de mercado conservadora (aproximadamente USD 0,08 a USD 0,09 por GB para tráfego de internet), o custo apenas para repatriar esses 50TB de volta para o data center giraria em torno de USD 4.000 a USD 4.500. Esse é um valor que precisa ser aprovado emergencialmente, criando um gargalo burocrático no momento em que a agilidade no restabelecimento das operações é o ativo mais precioso.

Com o Veeam Data Cloud Vault, esse custo de saída é zero. A decisão técnica de iniciar a restauração não precisa passar pelo crivo financeiro ou pelo medo de uma fatura extra. Isso transforma a nuvem de um “cofre caro de abrir” em uma extensão fluida do data center. A previsibilidade orçamentária aqui não é apenas um conforto administrativo, é um habilitador técnico que permite executar testes de validação e auditorias de compliance com maior frequência, sem gerar atritos financeiros ou custos de saída proibitivos.

Checklist de Autoavaliação: Sua Estratégia de Nuvem é à Prova de TCO?

Antes de renovar seu contrato atual de armazenamento ou expandir sua capacidade em nuvem, proponho uma reflexão baseada em três pilares fundamentais de risco financeiro e técnico. Se a resposta for negativa ou incerta para qualquer um dos itens abaixo, sua arquitetura pode estar custando mais do que deveria, ou pior, pode falhar quando você mais precisar.

Você tem total visibilidade sobre a flutuação dos custos de API? 

Muitas equipes aprovam orçamentos baseados em capacidade estática, mas esquecem que operações diárias de manutenção do backup (com Merges e Health Checks) geram um volume massivo de requisições. Sua fatura mensal é previsível ou você tem surpresas recorrentes variando conforme a intensidade dos jobs de backup?

Você já simulou o custo real de um desastre (>10 TB)? 

Sabemos que realizar testes reais de restore massivo na nuvem é financeiramente proibitivo na maioria dos contratos DIY no Brasil. No entanto, você já colocou na ponta do lápis quanto custaria a taxa de saída (Egress) se precisasse recuperar 10TB ou 50TB hoje? A falta dessa simulação é o que torna o Ransomware duplamente caro: pelo resgate ou pelo resgate dos seus próprios dados do provedor de nuvem.

Você já realizou um “Teste de Deleção” para validar a Imutabilidade?

Confiar na checkbox de “Immutability Enabled” na interface gráfica não é suficiente. Você já tentou, intencionalmente, deletar um arquivo de backup recente usando uma credencial administrativa para garantir que o Object Lock está funcionando? No Veeam Data Cloud Vault, essa proteção é nativa e gerenciada, mas em ambientes DIY, um erro na política JSON ou no IAM pode deixar o bucket vulnerável a ataques de insiders ou credenciais vazadas, mesmo que o painel diga o contrário.

Conclusão: A Economia da Simplicidade

Ao final do dia, o cálculo de TCO para repositórios de nuvem não pode ser uma simples multiplicação de “preço por GB” x “Capacidade Total”. Essa matemática ignora as variáveis mais voláteis. O Veeam Data Cloud Vault não compete com o preço de tabela do Cold Storage bruto. Ele compete com o custo total de se construir, manter e garantir a segurança de uma solução DIY. Ao entregar um repositório Zero Trust, imutável e com preço previsível, ele remove a incerteza da equação financeira.

Para o negócio, isso significa transformar uma despesa variável e arriscada (OpEx flutuante) em um custo fixo e gerenciável. Para a Equipe de TI, significa eliminar o gerenciamento de infraestrutura de backend para focar no que realmente importa: garantir que os dados estejam íntegros e disponíveis para restauração.

Para Reflexão

Se você precisasse repatriar 100% dos seus dados críticos da nuvem hoje devido a um ataque de Ransomware, sua preocupação seria a velocidade do restore ou a fatura surpresa que chegará no final do mês? O armazenamento ‘mais barato’ continua sendo econômico quando ele te penaliza por usar o dado?

Fontes

Veeam Data Cloud Vault | Easy & Secure Cloud Storage

Veeam Data Cloud Vault – Veeam Data Cloud User Guide

vdc_vault_v2_solution_brief_wp.pdf

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